Xingatório da Imprensa

segunda-feira, maio 24

Universo paralelo
O JB publica nesta segunda-feira uma entrevista light com Rosinha Garotinho. Conta, por exemplo, que a governadora gosta de "manter discussões filosóficas" com seus secretários, de "passear pela internet no fim do dia" e de usar vestidos. Mas o destaque mesmo é a imparcialidade que permeia trechos como este: "No mais, desfia com competência os feitos de sua administração."
Xingado por Elpydio 2:05 da manhã

domingo, maio 16

A democracia pela metade
É fácil de se esquecer, mas a democracia exige, além de liberdade de expressão, imparcialidade da imprensa. Jornais (e jornalistas) tendenciosos são tão nocivos ao regime quanto um presidente que não tolera matérias contrárias à sua imagem.

Por que nenhum veículo encomendou ou deu destaque a pesquisas sobre a opinião do povo brasileiro em relação à decisão - agora contornada - de se expulsar o correspondente do New York Times? Talvez porque a unanimidade que existe entre os políticos, os jornalistas e a intelligentsia não se reflita nas ruas, nas mesas de bar, nos subúrbios, nos escritórios, nos grotões, nos campos de pelada, nas igrejas...

A coluna de Ancelmo Gois no Globo revela, neste domingo, um dado curioso: em pesquisa realizada pela UniCarioca, 41,69% das pessoas ouvidas apoiaram a expulsão de Larry Rohter, enquanto 58,31% condenaram. Em outras palavras, a se fiar nessa enquete, entre o povo, a unanimidade não passa de uma (tênue) maioria.

A diferença entre uma coisa e outra pode parecer pequena, mas é tão grande quanto à que existe entre um metalúrgico democrata e um presidente intolerante.
Xingado por Elpydio 6:02 da tarde

quinta-feira, maio 13

Hilário
De Fernando Vanucci, no TV Esporte Notícias: "Já imaginou um jogo entre Iraque e Estados Unidos nas Olimpíadas? Periga ter minas espalhadas no meio do campo!"
Xingado por Elpydio 2:07 da tarde

domingo, maio 9

Efeito retardado
Paulo Maluf não poderia esperar que o truque mais velho do mundo surtisse tanto efeito. Os jornais deste domingo dão destaque para sua declaração-factóide de que, se existir dinheiro em seu nome no exterior, este "é de quem encontrar". O Estado de S. Paulo estampa chamada na primeira ("Maluf: quem achar conta fica com o dinheiro"). O Globo coloca título no alto da página ("Maluf: quem achar contas em paraísos fiscais poderá ficar com o dinheiro"). Há muito tempo grande parte da imprensa vive de frases de efeito. Mas, neste caso, a frase não é apenas um deboche; sugere algo infactível. É óbvio: o destino do dinheiro, se este existir, foge ao controle de Maluf. O efeito, no caso, foi outro.
Xingado por Elpydio 10:47 da tarde

terça-feira, maio 4

O provedor BBS
Do caderno Internet, do Jornal do Brasil, em matéria adaptada da revista Forbes ("A volta por cima das pontocom"):

[...] O próprio Aleksandar Mandic protagonizou uma trajetória de sucesso. Começou com um dos primeiros provedores nacionais e embrião da internet, o BBS (Bulletin Board System), que acabou sendo vendido posteriormente para o falecido portal O Site. O auge do sucesso das empresas on-line ocorreu em 1999, com a abertura do Ig, um dos sites mais populares do País. Já a mandic:mail, criada em 2002, apresentava um faturamento de R$ 1,4 milhão em 2003.
Xingado por Elpydio 1:07 da manhã

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Assis Gutenberg e Elpydio Phragoso mostram que a imprensa brasileira não evoluiu muito no último século.

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