Xingatório da Imprensa

terça-feira, dezembro 23

Camuflagem
O Jornal do Brasil circulou hoje com um suplemento (A hora do bingo) em crise de identidade. Embora seja uma óbvia matéria paga, não traz qualquer referência ao fato. Pior: começa com um testemunhal assinado por um jornalista. A expressão "informe publicitário" só aparece no anúncio da penúltima página - o que sugere que o resto não se enquadra na definição. O expediente também é inconclusivo: "é parte encartada na edição do Jornal do Brasil de 23 de dezembro".
Xingado por Elpydio 9:22 da tarde

segunda-feira, dezembro 22

Engraçaralho
Título da editoria de Esportes do Globo de hoje: Manobra 900 é questão de Dias.
Xingado por Elpydio 9:25 da manhã

terça-feira, dezembro 16

Aulas para Delfim
Pode ter sido ato falho do editor, pode ter sido mais uma prova de que os erros tendem naturalmente a ir para o título ou pode ter sido falta de instrução mesmo. Na coluna de Delfim Neto, hoje, no Valor Econômico, o que no texto era "economias de escala", no título, ficou "economias de escolas".

Mas, como desta vez Delfim defende uma tese bastante discutível sobre política industrial, talvez não seja errado dizer que ele deve ter matado as aulas sobre os custos desse tipo de política. Talvez o erro esteja mesmo no texto - e não no título.
Xingado por Elpydio 8:30 da manhã

segunda-feira, dezembro 15

Mais realista do que o rei
Qual das manchetes abaixo não é de um jornal americano:

1. Hussein capturado em esconderijo temporário; Bush diz que ´era negra´ para iraquianos acabou

2. Hussein capturado
Exército o encontra escondido em poço

3. Saddam é preso ´como um rato´

4. Hussein capturado
Forças americanas descobrem líder iraquiano perto de cidade natal
Xingado por Elpydio 1:17 da tarde

domingo, dezembro 14

Sicilianos
Em sua coluna de hoje, publicada pela Folha e pelo Globo, Elio Gaspari comemora as declarações de Abílio Diniz sobre a sonegação praticada por redes de supermercados. Logo no início diz: "Empresário brasileiro dá palpite sobre tudo, mas não gosta de falar das malfeitorias de seus colegas." E a imprensa?

Na busca de casos de corrupção, desvio de verbas, superfaturamento e outras modalidades criminosas no setor público, a imprensa muitas vezes é mais eficiente do que os órgãos competentes. Mas, em relação à iniciativa privada, para usar outras palavras de Gaspari, segue uma lei de silêncio quase siciliana.

Como a vítima da subtração é a mesma, o povo, a disparidade é um contra-senso. Ou uma dificuldade para se apurar os fatos muito conveniente.
Xingado por Elpydio 1:44 da manhã

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Assis Gutenberg e Elpydio Phragoso mostram que a imprensa brasileira não evoluiu muito no último século.

E-mails educados para: assisgutenberg@bol.com.br
elpydiophragoso@yahoo.com

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