Xingatório da Imprensa

domingo, março 30

Vamos direto ao assunto. A bela foto de Rosinha Matheus na capa da revista Domingo, do Jornal do Brasil, foi uma recomendação expressa do mais alto posto da empresa. Trata-se do mais recente capítulo da campanha para aliviar a imagem da senhora Garotinho. Como não dá para ignorar a guerra civil no Rio, o periódico faz o possível para compensar o desconforto da governadora. A mesma campanha já gerou a censura interna de uma charge no auge do caso Silveirinha e fez com que o diretor de redação defendesse a "vítima" com unhas e dentes ao falar do tráfico num programa de TV.
Xingado por Assis 4:10 da tarde

domingo, março 23

Na foto da página A18 do Estado de S. Paulo deste domingo, manifestantes carregam um caixão com letras coladas na lateral dizendo "UN DEAD". A legenda da foto: "Pacifistas em Daca carregam caixão com a inscrição 'um morto'.
Xingado por Elpydio 12:35 da tarde

A cachorrada escancarada
Depois de uma conveniente ausência das páginas dominicais do Globo e da Folha, Elio Gaspari volta tratando de um assunto de importância ímpar: a cachorra do presidente. Escreve pérolas indignadas como "Parece implicância. Não é. O presidente e os governantes são pagos também para dar exemplos de conduta." e "...Lula e um pedaço da nação petista conduzem-se como emergentes imitadores de vulgaridades". E levanta mesmo uma hipótese para comprovar a propriedade de sua crítica:

Se Ruth Cardoso tivesse uma cachorra chamada Teresa e alguém a levasse ao Torto, num carro oficial marcado "uso exclusivo em serviço", o que diria Lula? Talvez o seguinte:
- É um absurdo que num país onde há mulheres parindo na rua porque faltam transportes que as levem ao hospital, uma cachorra seja passageira exclusiva de um carro oficial para enfeitar reunião de tucanos.


Errado. Lula não diria nada. O presidente petista pode ser despreparado, e Gaspari tem o direito de tentar provar isso, mas idiota não é. Não foi Lula que domesticou os cães. Não foi Lula que os colocou no seio familiar - seja na mansão de Vera Loyola ou na palafita da mulher que tem de parir na rua. E não foi Lula que fez cachorrada nesse episódio. Nem a Michele.
Xingado por Elpydio 11:50 da manhã

quarta-feira, março 19

Antes mesmo de a guerra começar, a Folha de S. Paulo começou o bombardeio. Na abertura do site do jornal, às 19h30, a legenda anunciava:

"Helecóptero faz exercícios de treinamento no deserto do Kuait"
Xingado por Assis 7:34 da tarde

terça-feira, março 18

Xingatório da Publicidade:

1) Fantástica a propaganda das Forças Armadas, com um peladeiro sorridente alertando os amigos: “Vamos deixar para amanhã o futebol. Agora é hora do alistamento militar”. Se eu tivesse 18 anos, ficaria realmente sensibilizado.

2) Para narrar seus anúncios na televisão, O PT simplesmente contratou o locutor do Casseta & Planeta. É hilário ver aqueles senhores engravatados discutindo projetos quando, em off, surge a mesma voz que vende os produtos das Organizações Tabajara.

Xingado por Assis 12:26 da manhã

sábado, março 15

Plágio é plágio é plágio
Há uma divertida polêmica em curso envolvendo Márcia Peltier, Pedro Doria e William Clark, um americano que caiu de pára-quedas na história. Em resumo, Márcia publicou uma seqüência de notas de conteúdo praticamente idêntico ao de uma coluna de Pedro, que, por sua vez, teria se inspirado em um texto de Clark, entre outras fontes. (Detalhes no Picadinho Diário.)
Pedro revoltou-se. Na última sexta-feira, publicou uma coluna malcriada, desancando a colunista do JB e aproveitando para dar uma aula de jornalismo:

Um jornalista depende de três coisas. Daquilo que ouve, daquilo que lê e da capacidade de contar num texto sua história. No fim das contas, nenhum jornalista é dono da informação. A profissão tem por objetivo justamente o contrário: o que fazemos é tornar informação pública. O que sobra ao jornalista, no fim das contas, é o texto, seu estilo.

É assim que Pedro explica porque o texto de Márcia é plágio e o seu, jornalismo puro; o que é a própria prova da incompletude de sua tese. Na verdade, ao que parece, um jornalista depende daquilo que ouve, daquilo que lê, da capacidade de contar num texto sua história e, sobretudo, de muita cara-de-pau.
Xingado por Elpydio 3:55 da tarde

quarta-feira, março 5

Jornalismo grotesco
O Globo batizou a última página do caderno Carnaval 2003 de "Momentos sem brilho". Sem brilho na passarela e sem brilho na redação. Justamente na edição da terça-feira gorda, o coleguinha responsável pelos textos da tal página resolveu encampar a campanha pela abolição da flacidez, saindo-se com a seguinte sutileza: "O Império Serrano, com profundo mau gosto, chocou o público com uma de suas alas, com mulheres nuas e grotescas..." Em outras palavras: xô, peito caído, xô pneuzinho!
Xingado por Elpydio 10:04 da manhã

segunda-feira, março 3

Na edição de ontem do Globo, a matéria em homenagem aos 50 anos do Galinho de Quintino começava assim:

Craque, ídolo, gênio, atleta e exemplo. Estes adjetivos nunca deixaram de acompanhar Zico.

Estou procurando os adjetivos até agora.
Xingado por Assis 5:09 da manhã

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