Xingatório da Imprensa

sábado, novembro 28

MUDAMOS
O Xingatório da Imprensa mudou de endereço.
Xingado por Elpydio 10:51 da manhã

domingo, outubro 25

Um lixo de serviço
A pior característica de um colunista é se fingir de inocente. Ou isso ou Ancelmo Gois, que assina um espaço diário no Globo, é na verdade um estagiário recém-contratado. Só nesse caso se entenderia a nota publicada na última quarta-feira, 21, "informando" que "entre os inscritos para o concurso de gari da Comlurb, a estatal carioca do lixo, 45 têm doutorado; 22, mestrado; 1.026, nível superior completo; e 3.180 chegaram a cursar faculdade, mas não concluíram".

A escolaridade no referido concurso, como se sabe, é mera declaração.
Xingado por Elpydio 3:41 da tarde

segunda-feira, outubro 12

Isenta para os dois lados
Uma das grandes bandeiras da imprensa é a isenção. Quando acusada de favorecimento, partidarismo e outros quetais, levanta logo o escudo da objetividade jornalística, qualidade capaz de remover as mais indeléveis manchas do currículo de qualquer veículo de comunicação. Pois as edições da semana passada de Veja e CartaCapital mostram que a isenção é um conceito incrivelmente elástico.

Quem leu a Veja descobriu que Micheletti e seus aliados "fizeram tudo dentro da lei, menos a deportação". Além disso, aprendeu que "a Constituição de Honduras, aprovada democraticamente em 1982, ampara legalmente a decisão da Suprema Corte de destituir o presidente". Já os leitores da CartaCapital ficaram sabendo que "o presidente não incorreu no artigo 239 [que veda a reeleição]" e que a Suprema Corte não seguiu "procedimentos legais com direito de defesa e contraditório (art. 82)" para processar Zelaya.

O importante, para uma e outra revista, é se ater à verdade factual. Desde que seja a sua.
Xingado por Elpydio 12:04 da tarde

quinta-feira, agosto 20

Leviatã
A coluna "Cariocas Quase Sempre", da CartaCapital de 19 de agosto, ao mesmo tempo critica a versão adolescente da turma da Luluzinha e elogia o original, considerado "um dos melhores timings cômicos em quadrinhos do século passado, assim como Peanuts e Calvin & Harold".

Peanuts, como se sabe (ou não), é o famoso Minduim, quadrinho que reunia Charlie Brown, Snoopy, Lucy, Lino... Já Calvin & Harold...
Xingado por Elpydio 1:35 da tarde

quarta-feira, julho 22

Seletor de canais
As conversas de Fernando Sarney gravadas pela Polícia Federal incluem vários temas interessantes. Ao menos uma, no entanto, foi solenemente ignorada na discreta matéria do Jornal Nacional desta quarta-feira: a que aborda a conquista de mais uma repetidora da TV Mirante no Maranhão graças à forcinha do patriarca da família.

A TV Mirante, para quem não sabe (e continuou sem saber depois do JN), é afiliada da TV Globo.
Xingado por Elpydio 8:52 da tarde

quarta-feira, julho 15

Jogo de equipe
Como cobrir de maneira jornalisticamente adequada uma competição que também integra sua grade de programação sem desagradar patrocinadores ou afugentar os espectadores? A TV Globo, em relação à Fórmula 1, certamente sabe como não fazer. Ontem, um dia após o grande prêmio em que o brasileiro mais bem colocado no campeonato afirmou se sentir roubado, o Jornal Nacional brindou os "amigos da Rede Globo" com a espetacular chamada: "Mark Webber entra na briga pelo título da F-1". Só na segunda parte, a matéria, não sem um quê de constrangimento, informou que houve jogo de equipe na Brawn.
Xingado por Elpydio 12:15 da manhã

sábado, junho 20

Errar, eu?
Quando um jornal comete um erro grosseiro, o jeito é publicar uma errata assim que possível, certo? Bem, alguns preferem assobiar e fingir que não houve nada...

Chamada de primeira página do Correio Braziliense de quinta-feira (19):

19,8 MIL
CARGOS DO TCU TÊM RENDIMENTO DOBRADO
Termina hoje o prazo de inscrição para analista e técnico do Tribunal de Contas da União. Candidatos disputam 128 vagas.


Chamada de primeira página do Correio Braziliense de sexta-feira (20):

TCU PAGARÁ R$ 12.235 A AUDITORES
Esse é o salário previsto para a categoria em seu primeiro nível a partir de 1º de julho. Vale também para os aprovados no concurso realizado pelo tribunal.


Assim, na maior naturalidade, sem explicação alguma (nem nas matérias correspondentes) para a pequena diferença de R$ 7.000 que sumiu de um dia para o outro. Pior: a remuneração continua errada. A partir de 1º de julho, o "salário previsto" será de 12.757,70.
Xingado por Elpydio 9:30 da manhã

segunda-feira, junho 1

Razão e sensibilidade
Durante toda a manhã de hoje, sob a manchete informando o desaparecimento de um avião da Air France, o Globo On dava o seguinte link:

Relembre os piores acidentes aéreos dos últimos dez anos
Xingado por Elpydio 1:32 da tarde

quinta-feira, maio 14

Erramos (e daí?)
Parece que a nova moda é inventar e desmentir depois. Contexto: na terça, 12, O Globo publicou uma chamada de capa que dizia: "Lula enfrenta protestos". A matéria correspondente, do mesmo jornal, contraditava: "Presidente quebra protocolo e 'ganha' grupo que protestava". Pois na quarta, 13, com um texto de 33 palavras na primeira página, O Globo "consertou" tudo. Para que Lei de Imprensa?

Lula e os manifestantes

Texto na primeira página do GLOBO de ontem deu a entender que o presidente Lula teve enfrentamento com manifestantes. Pelo contrário, ele "ganhou" o grupo, como registrou corretamente a reportagem na página 4.


Detalhes: o protesto era contra o Governo do Distrito Federal, e o grito de guerra dos manifestantes era "Lula, eu te amo". A chamada do Globo, como se vê, foi apenas um lapso interpretativo do editor da primeira página.
Xingado por Elpydio 11:18 da tarde

sábado, maio 9

O fim do sentido
A TV ainda vai acabar com o sentido do que de diz. Um exemplo singelo, em matéria sobre as cantoras Dionne Warwick e Gal Costa, do Jornal Hoje deste sábado:

Em algumas músicas ela (Dionne) arrisca o português.

O trecho de música que entra em seguida não deixa dúvidas:

Ô, ô, ô, ô, ô, ariá, raiô
Obá, obá, obá
Ô, ô, ô, ô, ô, ariá, raiô
Obá, obá, obá

Xingado por Elpydio 1:40 da tarde

O fim da língua
A TV ainda vai acabar com expressões e formas consagradas. Um exemplo singelo, em matéria sobre o Vasco na segunda divisão do brasileiro, do RedeTV News desta sexta-feira:

Serão 19 jogos longe de casa. E põe longe assim.
Xingado por Elpydio 9:26 da manhã

segunda-feira, abril 27

Erramos (e muito!)
Nem o mais articulado dos escribas poderia ser mais claro do que os fatos. Por isso, o próprio texto da Folha de sábado (25), a respeito de um documento imaginário, conta a história. Permito-me apenas uma singela - e ululantemente óbvia - observação: verificação se faz antes de se publicar a matéria.

Autenticidade de ficha de Dilma não é provada

Folha tratou como autêntico documento, recebido por e-mail, com lista de ações armadas atribuídas à ministra da Casa Civil

Reportagem reconstituiu participação de Dilma em atos do grupo terrorista VAR-Palmares, que lutou contra a ditadura militar

DA SUCURSAL DO RIO

A Folha cometeu dois erros na edição do dia 5 de abril, ao publicar a reprodução de uma ficha criminal relatando a participação da hoje ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) no planejamento ou na execução de ações armadas contra a ditadura militar (1964-85).

O primeiro erro foi afirmar na Primeira Página que a origem da ficha era o "arquivo [do] Dops". Na verdade, o jornal recebeu a imagem por e-mail. O segundo erro foi tratar como autêntica uma ficha cuja autenticidade, pelas informações hoje disponíveis, não pode ser assegurada -bem como não pode ser descartada.

A ficha datilografada em papel em tom amarelo foi publicada na íntegra na página A10 e em parte na Primeira Página, acompanhada de texto intitulado "Grupo de Dilma planejou sequestro de Delfim Netto".

Internamente, foi editada junto com entrevista da ministra sobre sua militância na juventude. Sob a imagem, uma legenda ressaltou a incorreção dos crimes relacionados: "Ficha de Dilma após ser presa com crimes atribuídos a ela, mas que ela não cometeu".

O foco da reportagem não era a ficha, mas o plano de sequestro em 1969 do então ministro Delfim Netto (Fazenda) pela organização guerrilheira à qual a ministra pertencia, a VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Ela afirma que desconhecia o plano.

Em carta enviada ao ombudsman da Folha anteontem, Dilma escreve: "Apesar da minha negativa durante a entrevista telefônica de 30 de março (...) a matéria publicada tinha como título de capa "Grupo de Dilma planejou sequestro do Delfim". O título, que não levou em consideração a minha veemente negativa, tem características de "factóide", uma vez que o fato, que teria se dado há 40 anos, simplesmente não ocorreu. Tal procedimento não parece ser o padrão da Folha."

A reportagem da Folha se baseou em entrevista gravada de Antonio Roberto Espinosa, ex-dirigente da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e da VAR-Palmares, que assumiu ter coordenado o plano do sequestro do ex-ministro e dito que a direção da organização tinha conhecimento dele.

Três dias depois da publicação da reportagem, Dilma telefonou à Folha pedindo detalhes da ficha. Dizia desconfiar de que os arquivos oficiais da ditadura poderiam estar sendo manipulados ou falsificados.

O jornal imediatamente destacou repórteres para esclarecer o caso. A reportagem voltou ao Arquivo Público do Estado de São Paulo, que guarda os documentos do Dops. O acervo, porém, foi fechado para consulta porque a Casa Civil havia encomendado uma varredura nas pastas. A Folha só teve acesso de novo aos papéis cinco dias depois.
No dia 17, a ministra afirmou à rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, que a ficha é uma "manipulação recente".

Na carta que enviou ao ombudsman, Dilma escreveu: "Solicitei formalmente os documentos sob a guarda do Arquivo Público de São Paulo que dizem respeito a minha pessoa e, em especial, cópia da referida ficha. Na pesquisa, não foi encontrada qualquer ficha com o rol de ações como a publicada na edição de 5.abr.2009. Cabe destacar que os assaltos e ações armadas que constam da ficha veiculada pela Folha de S. Paulo foram de responsabilidade de organizações revolucionárias nas quais não militei. Além disso, elas ocorreram em São Paulo em datas em que eu morava em Belo Horizonte ou no Rio de Janeiro. Ressalte-se que todas essas ações foram objeto de processos judiciais nos quais não fui indiciada e, portanto, não sofri qualquer condenação. Repito, sequer fui interrogada, sob tortura ou não, sobre aqueles fatos."

A ministra escreveu ainda: "O mais grave é que o jornal Folha de S.Paulo estampou na página A10, acompanhando o texto da reportagem, uma ficha policial falsa sobre mim. Essa falsificação circula pelo menos desde 30 de novembro do ano passado na internet, postada no site www.ternuma.com.br ("terrorismo nunca mais"), atribuindo-me diversas ações que não cometi e pelas quais nunca respondi, nem nos constantes interrogatórios, nem nas sessões de tortura a que fui submetida quando fui presa pela ditadura. Registre-se também que nunca fui denunciada ou processada pelos atos mencionados na ficha falsa."

Fontes

Dilma integrou organizações de oposição aos governos militares, entre as quais a VAR-Palmares, um dos principais grupos da luta armada. A ministra não participou, no entanto, das ações descritas na ficha. "Nunca fiz uma ação armada", disse na entrevista à Folha de 5 de abril. Devido à militância, foi presa e torturada.

Na apuração da reportagem do dia 5, o jornal obteve centenas de documentos com fontes diversas: Superior Tribunal Militar, Arquivo Público do Estado de São Paulo, Arquivo Público Mineiro, ex-militantes da luta armada e ex-funcionários de órgãos de segurança que combateram a guerrilha.

Ao classificar a origem de cada documento, o jornal cometeu um erro técnico: incluiu a reprodução digital da ficha em papel amarelo em uma pasta de nome "Arquivo de SP", quando era originária de e-mail enviado à repórter por uma fonte.

No arquivo paulista está o acervo do antigo Dops, sigla que teve vários significados, dos quais o mais marcante foi Departamento de Ordem Política e Social. Na ditadura, era a polícia política estadual.

Entre as imagens reproduzidas pelo arquivo, a pedido da Folha, não estava a ficha. "Essa ficha não existe no acervo", diz o coordenador do arquivo, Carlos de Almeida Prado Bacellar. "Nem essa ficha nem nenhuma outra ficha de outra pessoa com esse modelo. Esse modelo de ficha a gente não conhece."

Pelo menos desde novembro a ficha está na internet, destacadamente em sites que se opõem à provável candidatura presidencial de Dilma.

O Grupo Inconfidência, de Minas Gerais, mantém no ar uma reprodução da ficha. A entidade reúne militares e civis que defendem o regime instaurado em 1964. Seu criador, o tenente-coronel reformado do Exército Carlos Claudio Miguez, afirma que a ficha "está circulando na internet há mais de ano". Sobre a autenticidade, comentou: "Não posso garantir. Não fomos nós que a botamos na internet".

Pesquisadores acadêmicos, opositores da ditadura e ex-agentes de segurança, se dividem. Há quem identifique indícios de fraude e quem aponte sinais de autenticidade da ficha. Apenas parte dos acervos dos velhos Dops está nos arquivos públicos. Muitos documentos foram desviados por funcionários e hoje constituem arquivos privados.

Xingado por Elpydio 1:40 da manhã

sábado, abril 11

Estilística do incompreensível
É um prazer abrir o jornal e ler um texto que foge ao ramerrame da clareza e objetividade levadas ao extremo. Às vezes, porém, confunde-se estilo com outra coisa bem mais complicada, como demonstra a coluna Conexão Diplomática, no Correio Braziliense deste sábado, sob o título "Tá faltando 'ele'":

À mesa da 5ª Cúpula das Américas, no próximo fim de semana, Raúl Castro vai estar tão presente quanto Jacob do Bandolim no samba dedicado a ele pelo filho, Sérgio Bittencourt, na voz de Nelson Gonçalves.

O que a coluna quis dizer, aparentemente, é que Raúl Castro não estará na Cúpula. Assim como Jacob do Bandolim não estava mais "naquela mesa", tema de música composta por Sérgio Bittencourt, seu filho, e consagrada por Nelson Gonçalves.

A regra é clara, Galvão: referência que ninguém entende não é referência.

O texto continua, mas não melhora muito. Para os mais curiosos, vai reproduzido abaixo:

Nessa década e meia desde a primeira reunião, o único país excluído do sistema interamericano estará mais acompanhado que nunca. E o Brasil, na figura do presidente Lula, foi escalado para pivô de uma delicada operação, que transcende a questão cubana pura e simplesmente: em Trinidad e Tobago, o coro dos 32 líderes da América Latina e Caribe pelo fim da quarentena imposta à ilha dará medida do sucesso do bloco formado em novembro último na Cúpula do Sauipe (BA).

A movimentação das últimas semanas, a costura da declaração final e os acertos mais sutis de bastidores — tudo indica que soou o sinal e a cortina vai subir para o novo ato neste drama que se desenrola há 50 anos. O enredo se desenvolvia desde a campanha pela Casa Branca, quando Barack Obama inseriu “diplomacia” e “diálogo” na trama. A América Latina não deixou passar a “deixa” e decidiu chamar Cuba para o palco.

Obama e Lula, que se encantaram e encantaram o público em duas aparições, voltam a contracenar, agora com elenco completo. Ou quase: Raúl, terceiro vértice do triângulo, estará “na boca de todos”, como disse em visita a Brasília o premiê anfitrião, Patrick Manning.

Xingado por Elpydio 4:05 da tarde

domingo, março 15

Fantástico e antigo
A vida de pauteiro do Fantástico não deve andar fácil. Neste domingo, sua revista eletrônica destacou um incrível aparelho, criado na Escola de Engenharia do Instituto Tecnológico de Tóquio, "que emite imagens, sons e cheiro". Ou, nos termos da reportagem, "algo que pode ser chamado de 'cheirovisão'". E o mais sensacional: no futuro "será possível gravar o cheiro de um filme".

Se nós, que estamos vivos, mal conseguimos acreditar, como então reagiria Michael Todd Jr., que em 1960 lançou o filme Scent of mistery, cujo grande atrativo era transmitir, por meio de um processo automático, cheiros relacionados ao que se passava na tela? O nome da criação do sujeito? Smell-O-Vision. Em tradução livre, algo como "cheirovisão".
Xingado por Elpydio 11:15 da tarde

terça-feira, fevereiro 17

Nojo
A cobertura da colossal barriga relacionada à brasileira supostamente grávida supostamente atacada numa suposta estação de trem de uma suposta cidade suíça é um dos momentos mais asquerosos da história da imprensa brasileira. Destaque absoluto para as Organizações Globo, que agora tratam como autênticos furos de reportagem o que deviam ter feito antes da cagada (checar as informações minimamente), e um prêmio de consolação para o Jornal do SBT, que na noite de hoje "informou" que a imprensa suíça vem fazendo críticas pesadas à reação inicial do governo brasileiro.
Xingado por Elpydio 11:41 da tarde

terça-feira, janeiro 20

Oportunidade de renascer
Que tal a imprensa televisiva - e a internevisiva também - aproveitarem este momento para repensar sua cobertura de grandes tragédias? De acordo com o canal, o instante e a fonte "confiável" consultada (um fiel, um passante, um bêbado), o número de presentes no momento da queda do telhado muda (de 700 a 2 mil, ou 185%), a capacidade do templo muda (de 1,8 mil a 2 mil), a reforma do ano passado muda (houve ou não). O que não muda é o hábito de atribuir a dança das informações à "ânsia de levar os fatos ao público espectador". Ah, os fatos...
Xingado por Elpydio 12:27 da manhã

sábado, janeiro 10

As rivais
O tempo passa, o tempo voa, e a Globo continua numa boa. Também, dado o nível da concorrência, não há muita razão para preocupação.

A Record, toda orgulhosa, anunciou neste sábado um correspondente em Portugal: o ex-global Mauro Tagliaferri. Na matéria de autoapresentação, o repórter explicou que Portugal é "um dos países mais importantes da Europa", algo que pode se referir exclusivamente ao aspecto cultural (em relação ao Brasil) ou refletir um mundo fictício livre de França, Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha, Holanda... Tagliaferri se juntará a Luiz Fala Monteiro, primeiro correspondente brasileiro na África, que, numa de suas primeiras matérias, contou como foi o réveillon em Nova York e Paris, entre outras metrópoles, diretamente da África do Sul.

No mesmo dia, no RedeTV News, a dupla de apresentadoras deu uma aula de como agir em caso de erros técnicos/humanos. Primeiro, uma chamou matéria sobre Barack Obama, mas o que entrou no ar foi reportagem sobre uma pesquisa científica chinesa. Na volta à bancada, a segunda chamou a matéria sobre pesquisa chinesa, mas quem apareceu foi Barack Obama. Naturais, as duas seguiram o jornal normalmente, como se nada tivesse acontecido.
Xingado por Elpydio 10:07 da tarde

quarta-feira, janeiro 7

Bill Windows
Nem sempre revisor ortográfico resolve. Que o diga a coluna Gente Boa, do Globo, que, em nota de hoje, destacou um factóide e rebatizou a Microsoft:

Corretor ortográfico
Em tempos de reforma ortográfica, o Ministério Público, através [sic] do procurador Rodrigo Terra, abriu inquérito e notificou a Windows para aperfeiçoar seu programa de e-mails. O Windows Mail, a nova versão do Outlook Express no Windows vista (R$ 600), veio sem corretor ortográfico em português.


Para não dizerem que não falei de flores, a coluna mostrou bom humor, num original mea culpa, em dia fraquíssimo:

Graaaande Zózimo
Como diria mestre Zózimo Barrozo, sempre esperançoso mesmo num dia de poucas notícias para encher a página: "Em branco não sai, em branco não sai!!!"

Xingado por Elpydio 8:37 da tarde

sábado, janeiro 3

Zona Sul 2009
Novo ano, velhas tradições. No Globo, por exemplo, "Rio" continua sendo sinônimo de Zona Sul (com uma esticadinha até o Centro). Assim, uma lista de "personagens típicos das ruas do Rio", publicada na revista Rio Show desta sexta, inclui figuras de Copacabana, Gávea, Catete, Cosme Velho, Botafogo, Jardim Botânico, Santa Teresa e Centro. Donde se conclui que Madureira, Bonsucesso, Olaria, Ilha do Governador, Irajá, Bangu, Campo Grande, Méier, Tijuca, Vila Isabel, Penha e outros muitos bairros ou não têm personagens típicos ou não têm ruas. O mais provável, porém, é que simplesmente não fiquem no Rio.
Xingado por Elpydio 11:11 da tarde

terça-feira, dezembro 23

CGU, AGU, QGU
A Controladoria-Geral da União (CGU) vendeu bem o peixe e emplacou uma pauta nos jornais desta terça-feira: a demissão de servidores públicos em recentes decisões do ministro-chefe do órgão. O difícil foi a turma do outro lado do balcão entender. O Correio Braziliense, inseguro quanto aos superpoderes da CGU, recorreu ao genérico ao informar que “sete servidores da Caixa, dos Correios e da Suframa são demitidos pelo governo”. Já O Globo ficou tão confuso que estampou no título da matéria: “AGU demite 3 servidores acusados de corrupção”. Aos coleguinhas, e também a larápios em potencial, recomenda-se uma espiada na Lei 10.683/2003.
Xingado por Elpydio 4:05 da tarde

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Assis Gutenberg e Elpydio Phragoso mostram que a imprensa brasileira não evoluiu muito no último século.

E-mails educados para: assisgutenberg@bol.com.br
elpydiophragoso@yahoo.com

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